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Esta foto já mostra a nascente do Córrego Cipó, soterrada pelo estéril retirado na extração do topázio imperial e o revolvimento indiscriminado de solo. Este local passou a ser uma fonte de geração de sedimentos que, ao chover, vão parar justamente na calha do Rio Maracujá.
A foto acima mostra onde vão parar os sedimentos gerados na nascente do Maracujá. Assoreado, o rio se resume a um pequeno filete d'água correndo timidamente em meio ao grande volume de sedimentos. Observe no lado esquerdo da foto.
Aqui acima, mais uma foto mostrando o assoreamento do Maracujá.
Na foto acima, pequenos barramentos feitos por garimpeiros para a procura do topázio imperial. Quebram completamente o fluxo do rio e seu equilíbrio hidrodinâmico.
Esta foto ilustra com clareza a que ponto chegou o assoreamento do Rio Maracujá. Embaixo desta ponte, há pouco mais de dez anos, uma pessoa de altura próxima a 1,90 metros passava com os braços esticados para cima sem tocar o fundo da ponte.
Esta foto mostra outro problema sério pelo qual passam os rios que banham centros urbanos. Apesar de Cachoeira do Campo não ser uma cidade grande, o volume de esgotos gerados já causam um grave problema de poluição no Maracujá. Para agravar a situação, o rio já chega em Cachoeira enfraquecido pelo assoreamento à montante.
Esta foto ilustra o lançamento de esgoto direto no rio, completamente sem tratamento. Imagine milhares de casas fazendo isto ao mesmo tempo, num rio enfraquecido como o Maracujá.
Como se não bastasse o esgoto, o Rio Maracujá, "nas horas vagas" também vira depósito de lixo. Isto é resultado da falta de educação da maioria das pessoas, já que há o serviço de recolhimento de lixo pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto. Para muitas pessoas é menos trabalhoso jogar o lixo no rio que juntá-lo num contáiner e esperar o lixeiro passar. O Comitê Manuelzão da Bacia do Maracujá está fazendo a sua parte. Esta mostrando às pessoas o resultado de seus atos e até que ponto o rio poderá chegar. As únicas pessoas que poderão salvar o rio serão os próprios moradores da região por onde ele passa. É preciso acabar com as acões remediadoras e fortalecer as preventivas. Não podemos ficar de braços cruzados esperando a água de nossa torneira secar ou alguém ficar gravemente doente por causa do esgoto e lixo e aí sim, tomarmos alguma providência, o que pode ser tarde demais.Vamos pensar um pouco! Será que o fim de um rio, que trouxe prosperidade para a região num passado não tão distante, não nos tocará o coração algum dia? Reflitamos e vamos agir! |
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